sexta-feira, 2 de agosto de 2013

sem querer

Às vezes é sem querer. Você chega quando alguém já está. Você sobe as escadas e joga o coração dali mesmo, pelo simples prazer de vê-lo cair. No fundo, a esperança é sentir alguma coisa. Qualquer coisa. Do lado de dentro, do lado de fora. Preciso comprar mais livros, conhecer músicas novas, trocar as fotos do mural, ir à praia, amar os lençóis de novo mais de perto, colocar uma flor na minha mesa de trabalho. E, quando deito, preciso de você na minha cama. Me fazendo carinho, me beijando a testa, segurando minhas mãos. Sei lá. E aquela coisa de me tocar a nuca para que eu ande feliz pela rua em meio aos outros casais. Tenho minhas fases de desespero. Quando é sexta- feira, no meu céu só tem estrelas e eu tropeço olhando o sol. Um fim de semana inteiro sem você é muito. Não sei até quando teus olhos vão permanecer em cima dos meus. Sei menos ainda para onde vai levar minhas vontades. Mas queria saber se meus braços podem se encaixar aos teus. E se nossas pernas preferem o mesmo caminho. O começar. E eu sinto. Sinto muito. Você.